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300.000 Mulheres ainda morrem durante a gravidez e o parto no mundo

6 May 2016

No Dia Internacional da Parteira, ontem (5 de Maio) assinalado em todo o mundo, o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), saúda a contribuição das parteiras para salvar as vidas de mulheres, adolescentes e recém- nascidos.

Segundo o UNFPA , a Parteira actua às vezes em circunstâncias muito difíceis, em comunidades de difícil acesso, em emergências humanitárias e em países frágeis e dilacerados por conflitos, daí a relevância do seu papel nas comunidades. As parteiras devidamente treinadas e apoiadas, que trabalham nas comunidades, estão numa posição única para fornecer o cuidado compassivo, respeitoso e culturalmente sensíveis que uma mulher precisa durante a gravidez e o parto.

Obstetrícia, é igualmente importante para os recém-nascidos durante o primeiro mês crítico da vida, e é um contributo significativo para a saúde sexual e reprodutiva em geral. Estima-se que dois terços das mortes maternas e de recém-nascidos seriam evitadas com uma melhor capacitação das profissionais a cargo de 87% dos serviços essenciais de saúde sexual, reprodutiva, materna e neonatais.

De acordo com o Unfpa, 42% de pessoas com habilidades obstétricas trabalham nos 73 países onde ocorrem mais de 90% das mortes de mães e de recém-nascidos. As Parteiras são, portanto, essenciais para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável. Nos últimos 25 anos, o mundo reduziu em quase metade as mortes maternas, mas a cada ano, cerca de 300.000 mulheres ainda morrem durante a gravidez e o parto, e quase 3 milhões de bebés não sobrevivem às suas primeiras quatro semanas de vida.

Fonte: Jornal o País