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Mais medicamentos chegam aos refugiados

22 August 2017
Ministro da Assistência e Reinserção Social quando recebia o apoio do Fundo das Nações Unidas para a População Fotografia: José Cola | Edições Novembro

O Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) entregou, quarta feira, em Luanda, três mil embalagens de medicamentos ao Governo para serem distribuídos aos refugiados da República Democrática do Congo instalados na província da Lunda-Norte.

Os medicamentos  foram entregues ao ministro da Assistência e Reinserção Social, Gonçalves Muandumba, que, em declarações à comunicação social, garantiu terem os refugiados encontrado em Angola protecção e apoio do Governo e das Nações Unidas.
Até quarta-feira estavam contabilizados mais de 31 mil refugiados congoleses, que estão a ser transferidos dos campos do Dundo e de Kakanda para um campo no município do Lóvua.
O ministro da Assistência e Reinserção Social revelou que a entrada de refugiados em massa cessou consideravelmente, estando agora a acontecer de forma esporádica. “O apoio aos que já se encontram no país continua”, disse Gonçalves Muandumba.
Depois de ter dado ênfase ao gesto do Fundo das Nações Unidas para a População, Gonçalves Muandumba disse que Angola quer ver os esforços das Nações Unidas comparticipados pela comunidade internacional.
Do rol de refugiados as mulheres representam 75 por cento e as crianças com menos de 15 anos 55 por cento do total de menores. “São refugiados com características específicas e que merecem atenção particular, pelo facto de as mulheres e crianças serem a maioria”, acentuou o ministro, reiterando a necessidade de a sociedade civil, incluindo as igrejas, entrar no movimento de solidariedade para que os refugiados  congoleses, transferidos para o Lóvua, encontrem “o conforto possível”.
O envolvimento do Governo é muito grande para que os refugiados tenham condições de acolhimento e de segurança, assegurou o ministro da Assistência e Reinserção Social.
Gonçalves Muandumba informou que as autoridades angolanas criaram medidas de segurança para acautelar raptos de menores e violência contra os refugiados.
Uma equipa de professores vai ser enviada, brevemente, pelo Ministério da Educação para o campo de refugiados do Lóvua, para dar aulas a crianças e jovens.
O Ministério da Saúde e a Organização das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) têm organizado campanhas de vacinação, uma actividade incluída no programa de assistência médica e educação sanitária.

Apoio vai continuar

A representante em Angola do FNUAP declarou que a doação é uma demonstração de boa vontade e de compromisso da agência especializada das Nações Unidas para com os refugiados da República Democrática do Congo. Florbela Fernandes assegurou que o apoio do Fundo das Nações Unidas para a População vai continuar até que os refugiados encontrem uma situação melhor e lembrou que “eles abandonaram o seu país de origem num contexto de emergência".
“Nem sempre o país receptor tem todas as condições preparadas para receber refugiados e, por isso, cabe às Nações Unidas prestar o seu apoio e cada um, dentro do seu mandato, fazer o possível para assegurar que eles tenham melhores condições e que vivam com dignidade, respeito e com direitos”, sublinhou a alta funcionária em Angola do sistema das Nações Unidas.
Florbela Fernandes disse que o Fundo das Nações Unidas para a População trabalha de forma coordenada com o Governo e em parceria com outras agências das Nações Unidas para suprir as necessidades das pessoas mais vulneráveis.

Fonte: Jornal de Angola