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Igrejas e Instituições Baseadas na Fé debatem sobre o seu papel na promoção da igualdade de género, rumo ao desenvolvimento sustentável

13 Dezembro 2018

Luanda, Angola – As Instituições Baseadas na Fé e Igrejas membro do Conselho de Igrejas Cristãs em Angola (CICA) estiveram reunidos, em Luanda, num debate frutífero sobre “o papel das Igrejas e Instituições Basadas na Fé na promoção da igualdade de Género, investimentos nos adolescentes & Jovens, Saúde Sexual e Reprodutiva rumo ao Desenvolvimento Sustentável em Angola”.

O encontro, liderado pelo CICA com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), teve a duração de dois dias e centrou-se na capacitação dos participantes sobre a relação de género, particularmente, no empoderamento da mulher para potenciar o progresso do país no alcance dos objectivos de desenvolvimento sustentável.

Segundo a Reverenda, Deolinda Teca, Secretária Geral do CICA, “ o encontro realiza-se numa altura em que, a nivel do país, decorrem as grandes discussões sobre o Orçamento Geral do Estado, desenvolvimento socio-esconico; fala-se bastante sobre a condição dos adolescentes e jovens, relativamente à sua educação sexual, direitos reprodutivos, violência doméstica, desemprego. Como instituição moral, a igreja deve acompanhar as temáticas e contribuir para ajudar o governo a dar resposta aos desafios decorrentes.”

A Reverenda acrescentou ainda que as igrejas devem necessariamente reconhecer a existência dos problemas como violência baseada no género, gravidez e casamento precoces - questões que afectam principalmente as adolescentes, as jovens e as mulheres.

A busca pela igualdade de género é imperioso para o alcance do desenvolvimento sustentável.

Globalmente, apesar dos progressos alcançados na promoção da igualdade de género, o tema continua a merecer muita atenção. Na maioria dos países, incluindo Angola, as mulheres constituem a maior parte da população. Entretanto, as mulheres, independentemente da raça, religião ou orientação sexual, ainda precisam de conquistar, diariamente, o seu espaço, tanto em casa quanto no trabalho, para superar a desigualdade de género. Em Angola, particularmente, as mulheres representam 52% da população (Censo, 2014).

Para o Luís Samacumbi, Oficial de Programa do UNFPA, “a preocupação não é apenas em relação às mulheres, mas às consequências que a desigualdade de género nas suas vidas e que comprometam a sua participação activa no processo de desenvolvimento”.

Conforme o oficial de programa do UNFPA, as Instituições Baseadas na Fé têm um poder decisório e influenciador na construção de políticas, advocacia para alocações orçamentárias e aprovação de programas. O UNFPA tem desenvolvido parcerias sólidas com entidades religiosas para o avanço de iniciativas destacáveis voltadas para o avanço de uma agenda comum e tendo como finalidade salvar vidas. “Por exemplo, compartilhamos a preocupação com os mais vulneráveis e a necessidade da promoção da justiça social, compaixão, solidariedade, igualdade e respeito” – acrescentou o Luis Samacumbi.

Recomendações para reforçar o papel das Instituições Baseadas na Fé e Igrejas na promoção da igualdade de género.

As entidades religiosas desempenham um papel fundamental na construção da convivência pacífica, digna e respeitosa. É nesta perspectiva que o CICA propõe incorporar todas as recomendações pautadas ao longo do encontro como linhas estratégicas para o desenvolvimento de um plano de acção para suporte às igrejas na resposta a questões de igualdade de género.

Para potenciar os resultados, foi destacado a necessidade de reforçar as capacidades dos membros do CICA, para a abordagem dos diferentes temas que se relacionam à temática de igualdade de género e desenvolvimento sustentável, de forma a alcançar os resultados na mobilização dos seus crentes para a mudança de atitudes e práticas.

É nossa responsabilidade tranformarmo-nos em comunidades mais dinâmicas e capazes acompanhar as temáticas que afectam o desenvolvimento socio-económico do país, de forma que possamos melhor contribuir para o reforço das acções do governo neste sentido”.- apelou a Reverenda

Denizia Pinto

Ponto focal de comunicação

UNFPA Angola