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"Os homens devem necessariamente estar envolvidos em acções e debates sobre questões de género para podermos alcançar o empoderamento das jovens e mulheres e eliminação de novas infecções por VIH”

1 Novembro 2018
“Como membro desta Assembleia, sinto-me comprometido com as questões de género e vou continuar a apoiar na sensibilização de outros parlamentares para apoiar as organizações femininas na defesa dos seus interesses, apoiando assim o crescimento do país”- disse o deputado, Rúben Sicato. Foto:UNFPA/Denizia Pinto

Luanda, Angola – O empoderamento das mulheres é um dos pilares essenciais para ultrapassar as desigualdades de poder de género e barreiras estruturais e sociais que tornam meninas e mulheres jovens susceptiveis à infecção pelo VIH/SIDA entre outros desafios, conforme reforçado na sexagéssima sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulheres das Nações Unidas realizado em Nova York em 2016.

Como Estado Membro das Nações Unidas, Angola está determinado em intensificar as acções para a eliminação de novas infecções ao VIH para alcançar os objectivos de desenvolvimento sustentável propostos na Agenda 2030, não deixando ninguém para trás.

Foi nesta perspectiva que durante três dias 150 parlamentares da Assembleia Nacional estiveram reunidos num seminário organizado pelo Grupo de Mulheres Parlamentares e o Fórum Parlamentar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (FP-SADC) para traçar as linhas directivas de um modelo de supervisão sensível ao género, um processo que vai permitir à Assembleia Nacional monitorar e supervisionar a implementação da Resolução R60/2 pelo executivo de modo a assegurar que os sectores designados abordem os factores estruturais que expõem as meninas e os jovens de 15 aos 24 anos à infeccções por VIH.

Evidências apontam que, em Angola, apenas uma em cada três pessoas entre os 15 e 49 anos de idade têm um conhecimento abrangente sobre o VIH/SIDA, sendo 35% dos homens e 32% mulheres. Este conhecimento é ainda mais limitado entre as mulheres nas zonas rurais, 8%.

Os riscos que afectam especificamente as mulheres, são profundamente ancorados pelas desigualdades de género.

“É importante lembrar que matérias relacionadas ao género são transversais. Os homens devem necessariamente estar envolvidos em acções e debates sobre questões de género para podermos alcançar o empoderamento das jovens  e mulheres e eliminação de novas infecções por VIH”  ”  – disse o Deputado Rúben Sicato, durante o seminário.

“Como membro desta Assembleia, sinto-me comprometido com as questões de género e vou continuar a apoiar na sensibilização de outros parlamentares para apoiar as organizações femininas na defesa dos seus interesses, apoiando assim o crescimento do país”- disse o deputado, enaltecendo a iniciativa e a oportunidade de participar no seminário.


“... É necessário continuar a investir em recursos como tempo,
dinheiro e desenvolvimento de conhecimentos e habilidades dos seus membros
​​​para aumentar o nivel participação dos homens para a implementação das acções
determinadas para o empoderamento da mulher, sobretudo nas áreas de saúde sexual
e reprodutiva e educação" - disse a Drª Nomkhitha Gysman.
Foto: UNFPA/Denizia Pinto

A facilitadora do seminário, Drª Nomkhitha Gysman, responsável pelo programa género do Fórum Parlamentar da SADC, reforçou que “Angola tem mostrado o seu grande compromisso com a Resolução 60/2 da Comissão do Estatuto da Mulher, contudo é necessário continuar a investir em recursos como tempo, dinheiro e desenvolvimento de conhecimentos e habilidades dos seus membros para aumentar o nivel participação dos homens para a implementação das acções determinadas para o empoderamento da mulher, sobretudo nas áreas de saúde sexual e reprodutiva e educação.

A Drª Florbela Fernandes, Representante do Fundo das Nações Unidas para a População em Angola reiterou o compromisso do UNFPA em continuar a apoiar o Grupo de Mulheres Parlamentares no âmbito do quadro de parcerias entre o Governo de Angola e o Sistema das Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável do país e no alcance das metas propostas pelo governo.

Denizia Pinto

Ponto focal de comunicação

UNFPA Angola