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UNFPA apoia a formação de Técnicos de Saúde dos estabelecimentos penitenciários de Luanda, em matéria de VIH / SIDA

28 Agosto 2019
Esq.para Direita: Lúcia Furtado - Directora do INLS, Comissário Prisional Batista Coelho - D.G. Adjunto dos Serviços Penitenciários, Florbela Fernandes - Representante do UNFPA, António Coelho - ANASO
Esq.para Direita: Lúcia Furtado - Directora do INLS, Comissário Prisional Batista Coelho - D.G. Adjunto dos Serviços Penitenciários, Florbela Fernandes - Representante do UNFPA, António Coelho - ANASO

O Ministério da Saúde através do Instituto Nacional de Luta Contra a SIDA (INLS), em parceria com o Ministério do Interior (MINIT) e o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) realizou na cadeia Hospital de São Paulo, uma formação sobre aconselhamento, testagem e manuseamento da Terapia Anti-retroviral, entre os dias 12 e 16 de Agosto.

Esta actividade teve como objectivo capacitar e actualizar 30 técnicos de saúde dos serviços prisionais da Província de Luanda sobre prevenção, tratamento, cuidado e apoio no âmbito do VIH / SIDA, no contexto do Programa do Ministério do Interior sem SIDA.


Florbela Fernandes - Representante do UNFPA Angola a entregar o certificado a uma das formandas

Dos 30 formandos, 24 eram enfermeiros, 4 eram médicos, sendo que os restantes 2 profissionais da saúde pertenciam à área da psicologia e farmacêutica, respectivamente.

Reconhece-se que a população reclusa é uma população vulnerável às doenças transmissíveis. 

 A Directora do Instituto Nacional de Luta contra a Sida, a Dr.ª Lúcia Furtado, destacou a necessidade dos aprendizados serem traduzidos para a prática, reforçando assim a necessidade da efectiva implementação e expansão dos serviços de aconselhamento, testagem e de tratamento dos reclusos, de forma a contribuir para a redução do número de novas infecções pelo VIH, em Angola.

As prisões devem prestar um acesso fácil a quem quer fazer o teste de VIH / SIDA, sendo que a realização e o resultado dos testes deve ser mantido em sigilo e ser confidencial, para os possíveis doentes não sofreram qualquer tipo de estigma ou descriminação.

A representante do UNFPA, Dr.ª Florbela Fernandes, salienta que os programas de prevenção pelo VIH muitas vezes, não chegam aos reclusos. Neste sentido, frisou que é preciso não deixar ninguém para trás e assegurar que os presidiários também sejam protegidos de qualquer infeção transmissível.